Poracé I

Poracé

A poetic interpretation based on Parábolas da Caverna by Felipe Lara

(English Transliteration below)

João Maria Cícero

 

 

A floresta nunca foi uma caverna – cave.

A floresta é a minha capa – cape.

Manto

Mantocapa

 

P

Gotas de suor

suas

sudor

sour

violência Blindness

Cava Caverna Cave Cape

Manto mantle

                                                  POR

 

 

Eles invadiram a floresta.

         forçaram-nos para dentro da caverna.

         nos deixaram sem a capa – sem o manto

        

 

 PORA

Cave Cape

Manto mantle

 

suor sudor sour

su dor

our pain

 

                                           PORAC

 

Ouvimos suspiros: chamados: rituais da vida. AS Árvores. AS Nuvens. Terra. Nossos Mantos estavam cobertos de Terra até que removeram os sons.

 

Deixem-nos entrar, eles disseram. Nós abrimos caminho. Uma alma dentro deste corpo, eles perguntaram. Um amargo gosto nas nossas bocas, lamentamos. Corpos sem sombra, eles disseram. Florestas sem cavernas, explicamos.

 

Mantocapas foram destruídos

 

PORACÉ

 

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Poracé

A poetic interpretation based on Parábolas da Caverna by Felipe Lara

 

João Maria Cícero

 

 

The Forest was never a cave

The Forest is my cape.

Manto

Mantocapa

 

P

Drops of sweat

suor

sudor

sour

violence Blindness

Cava Caverna Cave Cape

                  Manto mantle

POR

 

 

They invaded the forest.

         forced us inside their cave.

         left us without our cape

        

 

PORA

Cave Cape

Manto mantle

 

suor sudor sour

su dor

our pain

 

PORAC

 

We heard whispers: callings: rituals of life. Trees. Clouds. Terra. Our Mantos were covered in Terra until they removed the sounds.

 

Let us in, they claimed. We let them in. A soul inside your body, they asked. A sour taste in our mouths, we mourned. Bodies with no shadows, they said. Forests with no caves, we explained.

Mantocapas were destroyed.

 

PORACÉ